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Começa oficialmente a safra gaúcha de arroz

O plantio simbólico das sementes da lavoura que receberá a 20ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Camaquã/RS abriu neste sábado(10/10/09) a safra brasileira deste cereal

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Associação de Arrozeiros de Camaquã (RS) formalizaram na manhã deste sábado (10/10) as operações de início do plantio da safra brasileira de arroz 2009/10. O evento aconteceu no Parque do Sindicato Rural de Camaquã, que sediará em fevereiro de 2010 a 20ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. Cerca de 250 pessoas, entre autoridades, lideranças arrozeiras, produtores, técnicos e convidados estiveram presentes no ato, com destaque ao Secretário da Agricultura, João Carlos Machado, Deputado Estadual Alceu Moreira, Deputado Federal Luis Carlos Heinze, o prefeito Ernesto Molon, atores da Cadeia Produtiva do Arroz além das Soberanas da 19ª Abertura e candidatas para o Concurso para a Rainha da 20ª Abertura da Colheita.

O presidente da Federarroz, Renato Rocha, explicou que a Abertura do Plantio da Safra de Arroz 2009/10 tem por objetivo mobilizar o setor em torno das propostas e demandas do segmento arrozeiro para a safra que se inicia. Segundo ele, apesar de muitos avanços obtidos pelos arrozeiros nos últimos anos, fruto do trabalho desenvolvido pela entidade em parceria com Irga, Farsul, Secretaria da Agricultura, Embrapa e parlamentares estaduais e federais e outras instituições arrozeiras, o momento é de preocupação para os arrozeiros. “No momento o nosso maior problema é o preço, que ainda não está adequado ao custo de produção”, avisa.

Ele confirmou que o clima está gerando atraso no plantio da safra atual no Rio Grande do Sul e que a intenção de plantio no estado em 2009/10 é menor do que na safra anterior. “Primeiro foi em razão das barragens estarem muito baixas na hora de planejar a área, e agora em razão de muitas chuvas na hora de entrar na lavoura para semear”, reconhece. “Com este cenário projeta-se uma diminuição da área cultivada neste ciclo”, conclui. “Além disso, o clima deve influenciar numa produção menor, não só no Rio Grande do Sul, mas no Mercosul e nos principais estados produtores do Brasil”, sinalizou.

Renato Rocha acredita que em razão dos baixos estoques de passagem previstos pela Conab para final de fevereiro de 2010, com menos de 900 mil toneladas, redução da próxima safra, aumento do volume de exportações sobre as previsões iniciais - até setembro o Brasil exportou 622 mil toneladas de arroz, contra uma expectativa inicial da Conab de 350 mil - e com uma provável valorização do produto no mercado internacional no próximo ano, os preços devem melhorar ainda na entressafra. “A conjuntura é favorável à continuidade da recuperação dos preços a patamares que reflitam alguma rentabilidade ao setor”, frisa. Ainda assim, Rocha destacou a importância do produtor estar atento à boa gestão da lavoura, a redução de custos, a manutenção do crédito fundamental para a sustentabilidade do produtor na atividade.

A entidade preocupada com o volume de recursos para a próxima safra, solicitou a Comissão da Agricultura da Câmara Federal a suplementação do Orçamento Geral da União em mais 1,7 bilhões (totalizando 5,2 bilhões) e deste valor já solicitou ao MAPA 1,25 bilhão de reais para dar sustentação a comercialização da safra 2009/10 só para o arroz, através dos mecanismos de EGF, AGF, OPÇÕES e PROP.

Entre os avanços de 2009, ele destacou a prorrogação dos custeios no Banco do Brasil e no Banrisul, o alongamento do EGF para 180 dias e redução do penhor, a utilização das opções para pagamento dos custeios, liberação de recursos para o pré-custeio e custeio a partir de julho, a liberação de recursos para a comercialização do arroz, com EGF e contratos de opção, a antecipação dos contratos de opção, ações que permitiram balizar o mercado, ainda a inauguração do complexo portuário da Cesa, em Rio Grande, participação em Missão Comercial a África do Sul (19 a 21/07), aproximação com várias tradings na Expoarroz 2009 e com Comerciais Importadoras ligadas a APEXBrasil em Porto Alegre, ações fundamentais para alavancar e dar suporte as exportações do cereal. Nesta mesma área a entidade ainda busca desenvolver um Planejamento Setorial Estratégico para os próximos anos objetivando inserir o produtor no mercado internacional e agregar valor ao seu produto, destaque ainda para o diagnóstico do endividamento do setor arrozeiro, que foi apresentado a Comissão da Agricultura da Assembléia Legislativa e da Câmara Federal sugerindo ajustes e correções na atual política agrícola do setor. Destacamos a consolidação de diversos projetos do setor, como o Projeto Renda, em construção junto com IRGA e FARSUL, o esforço para criação de um conselho paritário estadual para a cadeia produtiva do arroz, o CONSEARROZ, e por último a formalização de importante convênio entre IRGA e FEDERARROZ, que tem como objetivo promover ações com vistas à diagnosticar a importação de arroz pelo Estado, promoção e exportação do arroz gaúcho em missões comerciais oficiais do MAPA e da APEXBrasil e a Abertura Oficial da Colheita do Arroz“ aqui na Federarroz a gente tem inúmeras batalhas por dia, são contínuas, mas no momento podemos contabilizar muitas vitórias para o setor”, avisou.

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